quarta-feira, 14 de julho de 2010

rain

Acabei de me sentar na minha secretaria, é meia-noite e cinquenta e um quando começo a desabafar com a caneta… olha pela janela, esta uma escura e ventosa noite de inverno, os ramos das árvores agitam-se rapidamente e a chuva caí forte e fria. Penso então como seria se me descalçasse e corre-se por aí com o vento, uma sensação agradável toca-me no rosto como se a liberdade finalmente atingisse o seu auge e me transporta-se para lá bem longe, onde me sinto despido de preconceito, despido de dor e onde posso caminhar à vontade com um sorriso na cara... Mas é então que um relâmpago me acorda e me faz voltar ao ponto de partida e, trazida num assobio do vento surge a pergunta a qual não sei responder "o que fazer agora ?" por mais que tente não consigo encontrar resposta, nunca consegui reunir as forças necessárias para lutar contra aquilo que tanto quero, ou mesmo para lutar pelo que quero. O tempo não ajudou em nada, apenas agravou, pois agora não só não tenho as forças como tenho um medo que me consome, o medo de um dia seja tarde demais e que tudo finde como uma noite de chuva...

3 comentários:

joana bernardo disse...

gostei muito, luís fofinho. quando me lembro de ti, leio o texto que te fiz :) love you

Maxwel Quintão disse...

As decisões são difíceis e quanto mais as adiamos, piores se tornam.

eva f. disse...

escreves tão bem !