terça-feira, 9 de março de 2010

Where am I ?

  olho a minha volta e penso " onde estou ? " então reconheço mais uma vez tarde demais o mesmo beco de onde saí, bato com a cabeça na parede um "AI" sonoro saí de rompante, e eu fico ali especado a olhar para o muro. Após as lamentações de sempre riu-me, riu-me de mim, riu-me da minha estupidez e da minha ignorância, afinal de contas vim parar exactamente ao mesmo sitio, estou a sentir exactamente as mesmas coisas, e porque ? Porque ás vezes acredito naquilo que sei que é mentira, por vezes luto por aquilo que há muito se perdi, ás vezes sou capaz de construir ilusões que por mais que tente não passam disso... Penso então, porque é que eu gosto tanto de sofrer ? Porque é que não pode tudo ser mais simples ? É então algo me recorda que a vida é assim mesmo, que acabamos sempre por perder quem amamos, que acabamos sempre por chorar á partida e que nunca vamos esquecer quem amamos e quem nos amou, simplesmente encaramos toda essa perda como uma lição, como uma recordação que deixa magoa cá dentro.


  é então que um candeeiro de rua se acende no inicio do beco, e como numa cena de filme de terror eu percorro o caminho em direcção ao inicio do beco, aí espera-me um comboio, o comboio da vida. encontro de volta os meus acompanhantes nesta viagem, aqueles que por mais paragens que sejam feitas permanecem lá, ao pé de mim, a verdade é que mesmo algumas destas pessoas vamos perder, mas estas nunca nos deixaram realmente, pois o amor que se sente por elas e irrevogavelmente incansável para ser apagado.


2 comentários:

beatriz'mr disse...

atrevo-me a dizer que escreves mais que bem. c:

Duas palavras, um ser .. chamado sara disse...

bem giro este texto , gostei .